quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Todos ao ato contra a crise, no dia 15!

Hoje o ato no terminal foi muito bom.
Fomos com a rádio Marola, fechamos momentaneamente o terminal para escrever as bandeiras do movimento no asfalto da saída do terminal. Houve boa cobertura da imprensa.

Agora vamos concentrar todos os esforços para o ato do dia 15 de agosto.
O tema que unifica as entidades que estão convocando é a "Resposta dos trabalhadores "a crise do capital". Para torná-lo mais compreensível e paupável estamos articulando as lutas concretas que se desenvolvem na região.
Nos encontraremos no sábado, às 9h30 no calçadão, em frente ao Banco do Brasil.
O MST de Porecatu estará presente.
Levem suas bandeiras, faixas, instrumentos musicais, latas e apitos!
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O ato é convocado por:
ADEVILON (Associação dos Deficientes Visuais de Londrina) - Centro de Estudos Políticos e Sociais Ernesto Che Guevara - Casa do Estudante da UEL - Comitê Pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo, Coletivo da Luta não me retiro (UEL) - Corrente Proletária na Educação ∕ POR (Partido Operário Revolucionário) - DCE-UEL (Diretório Central dos Estudantes) - MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) - Pastoral da Juventude - PCB (Partido Comunista Brasileiro) - PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) - PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) - SINDPREVS (Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência Social e Ação Social).



Manifesto contra a crise
Resposta dos trabalhadores à crise do capital
Enfrentar a crise com organização e luta
A crise econômica avança destruindo postos de trabalho no mundo inteiro e aumentando a exploração e opressão sobre os trabalhadores e a juventude. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) prevê que até o fim de 2009 haverá 239 milhões de desempregados no mundo. No Brasil a crise também avança seja com demissões em massa ou com “acordos” que chantageiam os trabalhadores com a ameaça de ter que escolher entre a perda de direitos, redução de salários e contratos precários e a temida demissão. Não podemos, porém, ficar paralisados. A sobrevivência dos trabalhadores depende de sua capacidade de organização. Para isso, é necessário recuperar os sindicatos das mãos dos burocratas vendidos aos capitalistas e transformá-los no comando de organização dos explorados.
É preciso nos organizar a partir de nossas necessidades cotidianas, como transporte, moradia, educação, saúde e trabalho.
Há duas saídas para a crise: a dos patrões (da burguesia) que significa receber bilhões do Estado para salvar seus lucros, demitir e destruir “flexibilizar” direitos e aumentar a exploração e intensificar a repressão policial sobre a juventude, os pobres e os movimentos sociais. Este é o caminho que o governo de Lula está seguindo.
A outra saída só pode ser construída pela maioria oprimida:
- Não às demissões. Em defesa da escala móvel das horas de trabalho, que significa a divisão das horas disponíveis nacionalmente por todos aptos a trabalhar sem redução dos salários.
-Contra o salário mínimo de fome. Em defesa do salário mínimo vital (o necessário para a sobrevivência de uma família de quatro pessoas, que deve ser calculado em assembléias populares).
- Frente às fábricas que fecham ou demitem: Estatização sob controle dos Trabalhadores.
- Diante das desigualdades no campo: Expropriação dos latifúndios e a nacionalização das terras.
Nenhum direito a menos - ampliação dos direitos trabalhistas e sociais!

A Crise em Londrina
Os trabalhadores de Londrina também sofrem os efeitos da crise. Além do fechamento das fábricas como a Hussmann, há demissões e o temor de ser jogado no olho da rua faz com que trabalhadores aceitem baixos salários e condições precárias.
A realidade dos recicladores mostra toda a crueldade do capitalismo. Com a crise, o valor pago pelos materiais coletados caiu muito e há recicladores vivendo com R$ 100,00 mensais, trabalhando oito horas por dia, arriscando sua saúde e vida em meio ao lixo e ao trânsito.
Outra forma de atacar o bolso dos trabalhadores é o aumento da tarifa do transporte. Não podemos aceitar mais este abuso, pelo contrário, devemos exigir passe livre, redução da tarifa, estatização do transporte coletivo e a manutenção dos cobradores em todas as linhas e em todos os horários.
Somente com a unidade de empregados e desempregados, poderemos lutar por emprego para todos. Não podemos continuar aceitando contratos precários e terceirizações, que rebaixam os salários e oferecem serviços sem qualidade para a população. Exemplos não faltam: A prefeitura terceirizou a merenda, enquanto as crianças comem mal, a empresa SP alimentações engorda seus cofres; a limpeza dos espaços públicos, ruas, jardinagem, o programa Saúde da Família, até mesmo a segurança, tudo é mediado por empresas que ganham muito bem, mas não repassam isto nos serviços ou para seus empregados.
Não podemos nos esquecer que esta é a crise do capitalismo, e para enfrentá-la de verdade é preciso lutar pelo fim desta sociedade baseada na exploração e opressão e construir o socialismo.

A Gripe Suína e a Crise
A pandemia da Gripe suína, que se iniciou no México, passando pelos EUA está gerando pânico em todo mundo. Trata-se de mais uma manifestação a irracionalidade capitalista, cuja sede de lucros não respeita nenhum limite. O direito à saúde da população já é desigual. A maioria da população depende do sucateado sistema público, tem menos resistência pela alimentação precária e longas jornadas de trabalho. Os avanços científicos são apropriados pelo interesse mercadológico. Enquanto indústrias farmacêuticas como a Roche (Suíça) lucram bilhões, a população sofre com imensas filas de espera, falta de remédios e atendimento precário.
Questionamos: se as escolas estão com as aulas suspensas, para proteger os estudantes, a mesma proteção deveria ser destinada aos trabalhadores, incluindo os materiais para previnir a gripe suína, que devem ser bancados pelas empresas, como os equipamentos de segurança.
É importante lembrar que muitas pessoas continuam morrendo vítimas de doenças negligenciadas que poderiam ser evitadas como a cólera, tuberculose, dengue, malária, muitas nem possuem remédios, não interessam à indústria farmacêutica pois afetam diretamente a população pobre que não possui recursos para comprar remédios.
Devemos lutar por um sistema único de saúde, público e para todos e exigir que o governo Lula quebre a patente do remédio contra o vírus da gripe e distribua para a população.

Direito à educação: Contra a privatização, pela igualdade de acesso e permanência
A tendência do capitalismo é a destruição de todos os serviços públicos que, para gerarem lucro, devem ser transformados em mercadorias. A educação está sofrendo ataques privatistas, com a Reforma Universitária do Governo Lula, a cobrança de taxas nas universidades públicas e expansão desenfreada do sistema privado de ensino. Além de frear este processo, defendendo que a Educação seja encarada como um direito, portanto totalmente pública, devemos garantir que o direito constitucional de acesso e permanência a todos os níveis de ensino seja uma realidade. Para isto, é fundamental que haja passe livre para que todos os estudantes possam chegar a suas escolas, assim como alimentação, acessibilidade aos que possuem deficiências e moradia. Hoje, na UEL, os estudantes enfrentam a política da reitoria que reduz as vagas da moradia estudantil, inviabilizando que muitos concluam seus estudos. É preciso apoiar esta luta.

Contra a repressão!
Quem mora nas periferias de Londrina sente na pele a presença da repressão policial. São revistas humilhantes, agressões, torturas e até mesmo assassinatos. Casos como o de Jamys Smith, o carregador do CEASA assassinado por PMS em 2004 são demonstrações da brutalidade policial. Nesta linha de criminalização da pobreza e da juventude estão a militarização das escolas, com a patrulha escolar e projetos como o “toque de recolher” que restringem o direito de jovens usufruírem do livre trânsito e acesso a cultura e lazer. Não cabe ao poder público determinar estes limites.
Outro setor que sofre com a repressão inclui todos aqueles que se propõem a lutar por seus direitos (moradia, saúde, transporte, educação, trabalho) e que enfrentam processos judiciais, leis que limitam o direito a greves e a violência policial em manifestações. As inúmeras mortes de camponeses do Movimento de Trabalhadores Sem Terra denunciam que protestar, no Brasil, é tratado como crime. Em Londrina, militantes do Passe livre já foram presos e agredidos por panfletarem no terminal, e em 2003 um manifestante morreu atropelado em uma ação criminosa da polícia militar. São comuns também os processos contra estudantes universitários, demonstrando a perseguição política e autoritarismo presentes na reitoria de Wilmar Marçal.
Os meios de comunicação de massa sempre tentam apresentar os movimentos como baderneiros e criminosos, legitimando a repressão. A população não pode se deixar enganar. Defendemos a organização popular em defesa dos direitos democráticos de liberdade de manifestação e organização. É necessário haver uma resposta unificada da juventude e trabalhadores contra este processo.
Nossos métodos
Para conquistarmos nossas reivindicações e lutarmos pelo fim desta sociedade baseada na exploração e opressão, nós, trabalhadores, devemos acreditar em nossas próprias forças. Afinal, somos a maioria da população e somos os que realmente produzem as riquezas no país.
Não defendemos as ilusões de que o parlamento irá resolver os problemas do povo, pelo contrário, o Estado está justamente nas mãos da burguesia, com suas quadrilhas que se matam entre si para ficar embolsar as riqueza produzidas pela maioria da população.
No plano nacional não faltam escândalos, todos que passam pela presidência levam sua parte: a roubalheira de Collor; as privatizações de FHC; o mensalão de Lula. O Senado está com todo seu funcionamento exposto, não faltam denúncias contra Sarney, mas como todos têm o rabo preso, não há nenhuma punição, inclusive Lula está protegendo o velho coronel.
Em Londrina também podemos demonstrar que não será da prefeitura, e muito menos da câmara, que sairão as soluções para o desemprego, saúde, educação, moradia e transporte. Quem não se lembra do mensalinho da Grande Londrina pago aos vereadores? E do escândalo da Shirogohan? Do caixa 2 das campanhas? O Barbosa já está sendo investidago também. Se voltarmos à gestão de Bellinati, então, os exemplos são incontáveis. Ou seja, estes não são casos isolados que serão resolvidos trocando os políticos ou fazendo campanhas de moralidade. A corrupção é parte do sistema capitalista. Só acabará com o fim deste. Por isso não podemos confiar que os próprios corruptos irão se punir nas CPIs ou que o parlamento irá resolver as necessidades da população.
Ou seja, confiar nas nossas próprias forças siginifica se organizar, acreditar na ação direta e nos métodos de luta como: greves, ocupações de fábrica, piquetes, passeatas, etc. É fundamental fortalecer os movimentos sociais e recuperar os sindicatos para os interesses dos trabalhadores, que devem poder se expressar livremente nas assembléias.

sábado, 8 de agosto de 2009

A LUTA NÃO PARA!!!

Próximas atividades:

Domingo, dia 09 de agosto, às 16h - Confecção de faixas e cartazes na Casa do Estudante, Av. São Paulo, 181. Se possível, leve seus materiais!

Quarta-feira, dia 12 de agosto, às 17h30 realizaremos um ato de rua, nos arredores do terminal. Nos encontraremos na saída da Av. São Paulo. A idéia é nos unirmos com os vendedores de crédito, fazermos uma passeata e intervenções no local. Estaremos com a rádio marola.
É importante a participação de todos!

Sábado, dia 15 de agosto, às 10h, em frente ao Banco do Brasil, no calçadão de Londrina.
Será realizado um ato contra a crise. A frente que está organizando irá articular a explicação sobre a crise com as respostas dos trabalhadores tornando a questão compreensível para a população de Londrina. Para isto, partiremos das necessidades e reivindicações dos trabalhadores e juventude. O Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo estará presente. Participe!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Próximas atividades

Contra o aumento da tarifa do ônibus:

Terça - 4/08/2009 - 18h Terminal Acapulco
Quarta 5/08/2009 - 18h Terminal Central
Quinta 6/08/2009 - 18h Terminal do Vivi Xavier
Sexta 7/08/2009 - 18h Terminal Central
Sábado 8/08/2009 15h - Reunião de organização no DCE-UEL do Centro

Todos os que puderem participar tem que se somar a estas atividades, chamar mais gente e prepar as mobilizações da semana que vem quando os estudante voltarem..

domingo, 2 de agosto de 2009

Ato em frente ao terminal urbano 03-08-09

Companheiros, o aumento da tarifa do transporte foi imposto pelo prefeito e mais uma vez não
podemos ficar parados, precisamos da mobilização do maior número de pessoas para o ato em frente ao terminal urbano (rua lateral. Av. São Paulo), lá iremos panfletar e chamar a atenção da população. Antes, nos encontraremos as 17h na casa do estudante também na Av. São Paulo. Não podemos ficar parados!

DATA: 03/08/09 as 17h30 em frente ao terminal urbano (Av. São Paulo)

Prefeito ataca usuários para favorecer empresários


Contrariando a opinião da Comissão Especial de Inquérito da Câmara, do Ministério Público que questiona as planilhas desde 2003 e, principalmente, de todos os usuários do transporte coletivo o Prefeito Barboza Neto decretou o aumento da tarifa dos ônibus para R$2,10 a partir do dia 2 de agosto. Mostrou assim aquilo que desde o primeiro dia do seu mandato diz ser seu objetivo: atender o interesse dos empresários do transporte contra o povo de Londrina.

Na sua afoiteza desconsiderou até o laudo encomendado ao seu compadre Wilmar Marçal (Reitor da UEL) que colocou o nome da UEL a serviço do prefeito. Contudo, até o laudo da UEL levantou dúvidas quanto à honestidade da planilha da CMTU e não pôs sua mão no fogo a favor do aumento.

Está claro para todos que sai prefeito entra prefeito a máfia dos ônibus continuam mandando na cidade. Está claro também que, não podemos esperar nada dos vereadores e suas comissões, nem dos juízes, nem dos promotores. Ou alguém já esqueceu do “mensalinho” pago aos vereadores desde 2006 pela Grande Londrina, de acordo com denuncias do Bonilha o ano passado?

Qual é a conclusão? Que só a população organizada pode barrar a exploração, impor a redução da tarifa, o passe livre para estudantes e desempregados e estatizar o sistema de transporte coletivo acabando com o parasitismo dos empresários do transporte.

É necessário organizar a resistência a este assalto. Durante esta semana – enquanto os estudantes não voltam às aulas – vamos organizar panfletagens nos diversos terminais, fazer e afixar cartazes contra o aumento em toda a cidade e preparar o movimento quando as aulas começarem.

Participe também da reunião de organização no sábado dia 8 de agosto as 15:00 hs. no DCE de centro, Rua Piauí esquina c/ Hugo Cabral.

Comitê Londrinense pela redução da tarifa,
passe-livre e estatização do transporte

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tarifa deve ser definida nesta tarde, diz prefeito

Relatório de comissão da UEL já está nas mãos de Barbosa Neto, que pode anunciar aumento da passagem

Londrix
30 de julho de 2009


Compare Produtos, Lojas e Preços
Na tarde desta quinta-feira (30), o prefeito Barbosa Neto (PDT) poderá anunciar sua decisão a respeito da tarifa de ônibus em Londrina. Ele confirmou durante a tradicional entrevista coletiva nas manhãs de quinta-feira que já recebeu relatório de uma comissão de estudos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e deve analisar, nas próximas horas, se o preço da passagem vai ou não subir. Atualmente, a tarifa é de R$ 2.


Motoristas e cobradores


Trabalhadores das duas empresas que operam o serviço - TCGL e Francovig - têm aprovado indicativo de greve. Eles reivindicam 10% de reajuste salarial. A data-base da categoria - cerca de 1,7 mil trabalhadores - é 1º de junho. Emergencialmente, eles aceitaram um abono de 7%, proposto pelas empresas, à espera da abertura das negociações. Mas a trégua só foi aprovada até 8 de agosto. Se até esta data não houver contraproposta patronal à pauta de reivindicações, eles podem deflagrar o movimento.


As empresas permissionárias condicionam a concessão de reajuste salarial ao aumento da tarifa e alegam que não têm qualquer correção dos valores há três anos e meio.



FONTE: Agência Londrix

Nenê Constantino: Dono da Grande Londrina e Assassino

Pistoleiro acusa Nenê Constantino de encomendar mortes
Publicada em 26/07/2009 às 23h49m





RIO - O "Fantástico" mostrou neste domingo uma gravação da polícia em que um matador de aluguel afirma ter sido procurado por Nenê Constantino, fundador da companhia aérea Gol. Segundo a polícia, o empresário havia contratado pistoleiros para matar o genro que mora em Araçatuba. Seis meses antes de o grupo ser preso, em março de 2007, um pistoleiro procurou o genro de Nenê e pediu dinheiro para não executá-lo. Sem o matador saber, a polícia gravou o encontro, no escritório da suposta vítima. João Marques dos Santos, na época, era funcionário da empresa Planeta, de Nenê Constantino, e contou como o patrão teria encomendado o crime. "Ele disse: 'Ô, Joãozinho'. Ele me chama de Joãozinho. 'Joãozinho, tenho um negócio pra você fazer lá em São Paulo'. Aí eu falei: 'Lá é aonde?'. Ele falou: 'É em Araçatuba'", disse o pistoleiro. O assassino disse que ficou sabendo que a vítima era o genro de Nenê por um outro funcionário da empresa. "Ele falou: 'É o genro dele'", continuou. A conversa foi divulgada semana passada pela revista "Veja". Na gravação, o pistoleiro conta que uma pessoa chamada Vanderlei Gomes da Silva, que seria um homem de confiança de Nenê Constantino, foi quem falou em valores. "Vanderlei que me ligou. Ele falou: 'Tem R$ 60 mil pra você ver o negócio de São Paulo'", disse na conversa. João Marques dos Santos disse que ele e um irmão receberiam R$ 10 mil cada um para contratar um pistoleiro para cometer o assassinato. O matador ganharia R$ 40 mil. Mas depois o próprio irmão de João Marques achou que poderiam ganhar mais dinheiro. "É melhor você tentar entrar em contato com esse doutor Basílio, conversar com ele e avisar pra ele que dá muito mais futuro pra você", falou. Para se certificar de que o pistoleiro não estava mentindo, Basílio e suposta vítima quis ouvir conversas de João Marques com os homens de confiança do sogro, que seriam os articuladores do crime. "Aí, o 'véio' já deu o dinheiro? Seu Nenê já botou o dinheiro? Ah, o dinheiro já está pronto. Só está dependendo do Vanderlei. Ah, tá, tá beleza, aí tu 'dá' um toque, tu 'liga'. É porque o cara está aqui prontinho para ir", disse. O genro de nenê confirma que ouviu a conversa. "Eu ouvi. Não é mentira, não", revelou. Advogado diz que relação de Nenê com os genros é 'amistosa' O advogado de Nenê Constantino, Marcelo Bessa, rebate. - Está se fazendo uma acusação ao seu Constantino com base no depoimento de uma pessoa que diz ser um homicida e que não apresenta nenhuma prova material daquilo que fala. Nós negamos e me parece ser muito claro nos autos que não há qualquer prova nesse sentido - afirmou o advogado. Na versão da polícia, o genro de Nenê Constantino não aceita dar dinheiro ao pistoleiro e marca um novo encontro, um mês depois, em abril de 2007. O "Fantástico" teve acesso com exclusividade a esse novo vídeo. O pistoleiro João Marques, desta vez acompanhado pelo irmão, afirma que Nenê Constantino também queria matar um outro genro, dono de empresas de ônibus em Brasília. "Tu 'sabe' que quem é mais fácil de matar o Eduardo é você, né? Ele falou pra mim. O seu Constantino me falou. Aí eu falei: 'Mas por que, seu Constantino?'. Aí ele falou: 'Porque você anda mais ele aí pra qualquer lugar. Você pede pra ir pra um lugar aí pra te deixar e ele vai. Aí você vai, mata ele e deixa ele lá'", disse. Um ano depois, Eduardo, o outro genro de Nenê Constantino, foi vítima de uma tentativa de homicídio quando saía de uma das empresas de ônibus da família, em Brasília. Um homem que estava na garupa de uma moto disparou cinco tiros contra o carro dele. O empresário não se feriu. Para a polícia, Nenê Constantino planejou o atentado. - Eu conheço o inquérito e não vejo onde a polícia pode se basear pra chegar a essa afirmação. Muito pelo contrário. Eu acredito que não há sequer um único depoimento que aponte o senhor Constantino como possível mandante desse atentado - afirma o advogado de Nenê Constantino. Segundo o advogado, a ralação do empresário com os genros é amistosa: - Uma relação amistosa. Com relação a um dos genros, existe hoje um processo de separação judicial que, obviamente, gera algum tipo de estremecimento, mas não é nenhum estremecimento profundo, nada disso - alega o advogado do empresário. Nenê Constantino está em São Paulo, em tratamento médico Dos oito assassinatos que o pistoleiro diz ter cometido a mando de Constantino, dois foram confirmados pela polícia. De acordo com a investigação, o empresário mandou matar dois homens. O motivo das execuções, segundo a polícia e o Ministério Público, foi a disputa patrimonial. Em 2001, em Brasília, a área de Nenê Constantino foi invadida por dezenas de pessoas. De acordo com a investigação, o empresário mandou um recado para que o grupo deixasse o local, o que não aconteceu. Os líderes do movimento foram mortos. "Eles pegaram e mandaram eu tirar o pessoal de lá. Aí eu falei: 'Não sai, seu Constantino'. Ele falou: 'Mata um deles lá que sai, que eram os dois cabeças'. Aí ele falou que ia me dar R$ 50 mil. Eu fiz e ele não me deu nada", contou João Marques. Além do empresário, também são réus por participação no crime Vanderlei Gomes da Silva, João Alcides Miranda - citados pelo pistoleiro nos vídeos - e o próprio João Marques dos Santos. Segundo o advogado, Nenê Constantino está em São Paulo em tratamento médico. Ainda não existe uma data para o julgamento dele. - Ele é réu como qualquer pessoa em que o juiz, num juízo absolutamente preliminar, aceita ação penal. Mas isso não significa que ele seja culpado. Seu Constantino é vítima, é homem simples e um homem religioso. E quando eu digo isso, apesar de eu não ser, ele sempre acreditou na vida. Então, fica difícil acreditar que ele tenha ordenado a morte de quem quer que seja - diz o advogado de Nenê Constantino.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Mais uma peleguice do Sinttrol


Desde 2005 o Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo alerta sobre a atuação pró-patronal do Sinttrol. Em 2004, por exemplo, o presidente da entidade, sr. João Batista, contava que os trabalhadores deixaram de ter a reposição salarial em 2004 para não prejudicar a reeleição de Nedson. Mudou a prefeitura, mas a prática do sindicato permanece. Não se escuta uma palavra em defesa das melhorias nas condições de trabalho dos motoristas ou contra a demissão dos cobradores, só saem da boca do sindicalista elogios à empresa e a defesa do aumento da tarifa.

Isto já está mais do que evidente, conversando com motoristas e cobradores (apesar da perseguição dos seguranças do terminal, entregamos 100 cópias da matéria do JL de domingo, em que João Batista chama motoristas de geração coca-cola e video game) aos trabalhadores. A indignação é generalizada. Muitos confidenciam que só não se organizam porque há ameaça de demissão e medo do próprio dono da Grande Londrina, que é acusado de ter assassinado dois trabalhadores no Distrito Federal.

Hoje, um cobrador entregou ao Comitê uma cópia da carta do sindicato (em anexo). Agora o Sinttrol quer que os trabalhadores aguardem e aceitem calados um abono insignificante. A farsa da "assembléia" com urnas se revela ao final, em que há o pedido para que todos votem no "primeiro quadrinho". Na carta, as cédulas já vem assinaladas.

Independente dos desdobramentos da CEI e definição da tarifa, o Comitê se coloca incondicionalmente ao lado dos cobradores e motoristas em defesa da reposição salarial, do trabalho dos cobradores e pela estatização do transporte Coletivo.

E, o comitê do passe livre não pára!!!




Estivemos no calçadão no dia 18/07 coletando assinaturas, e mais uma vez marcamos presença na feira do cinco conjuntos no dia 19/07... lá pudemos levar o som e a população não nos decepcionou! Eram poucas mãos para coletar assinaturas contra o aumento da tarifa, já que a todo momento éramos abordados pela comunidade que queria dar sua contribuição assinando! Até mesmo pessoas que já trabalharam na TCGL falaram ao microfone fornecendo seu testemunho contra o peleguismo do sindicato dos trabalhadores do transporte. O comitê não pára e está em alerta! Se a tarifa aumentar, Londrina vai parar!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Aumento pode ser anunciado segunda ou terça-feira

Novo valor pode ser de até R$2,40!!!

MANIFESTE-SE CONTRA O AUMENTO!!!

Relatório da CEI recomenda tarifa a R$1,99 e irá indiciar o sindicato. Barbosa desconsidera a comissão e pretende aumentar tarifa nos próximos dias..

Próximas atividades:

SÁBADO - AMANHÃ - 17/07/2009 - no calçadão em frente ao Banco do Brasil - Distribuição do jornal e coleta de assinaturas para o abaixo assinado - Presença da radio marola e batuques.

DOMINGO - 18/07/2009 - Feira do cincão 10h - Distribuição do jornal e coleta de assinaturas para o abaixo assinado - Presença da radio marola e batuques.

Festival Passe Livre:
Está sendo organizado.

Somente com o apoio de todos poderemos juntos evitar esse aumento! Colaborem, divulguem..

Cei indiciará sindicato e Barbosa descarta todos os estudos da comissão



Fonte: 16/07/2009 - RPC TV Coroados, programa Paraná TV 1ª Edição - http://portal.rpc.com.br/tv/coroados/...

Barbosa afirma que tarifa irá aumentar antes da greve



Fonte: 16/07/2009 - RPC TV Coroados, programa Paraná TV 1ª Edição

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Péssima notícia para a Grande Londrina/Francovig, para a CMTU e pra direção pelega do SINTTROL

A população não é burra!!!!


Hoje, começamos a distribuir o jornalzinho do Comitê no qual há um artigo explicando a farsa armada pela empresa Grande Londrina e pela direção do SINTTROL ao querer vincular o aumento da tarifa ao reajuste dos trabalhadores do transporte. As pessoas vem até nós para pedir o jornalzinho, bem como os cobradores e motoristas.

Ou seja, é impressionante perceber como o discurso da direção do sindicato não está pegando. A população e os próprios trabalhadores do transporte não aceitam essa vinculação entre aumento da tarifa e reajuste dos trabalhadores.

Para a empresa é ótimo dizer que só pode dar o reajuste se houver o aumento da tarifa, pois coloca a população num beco sem saída, pois ou a população aceita o aumento da tarifa ou enfrenta uma greve dos trabalhadores do transporte.

Na verdade, uma greve falsa, uma greve onde os motoristas e cobradores são usados como massa de manobra para o patrão continuar obtendo seus lucros abusivos às custas do suor e sofrimento das pessoas que dependem de um serviço precário e ineficiente fruto de uma empresa corruptora e exploradora que é a Grande Londrina.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

AGENDA! Próximas atividades!

Quarta, 15 de junho, 12h, abaixo assinado e panfletagem no RU da UEL. Presença da radio marola e batuques. (cancelada pois a UEL já está vazia)

Quinta, 16 de junho, 17h30. Panfletagem e abaixo assinado na saída do terminal (Av. São Paulo). Presença da radio marola e batuques.

Sexta, 17 de junho, 19h00. Reunião para organizar a Resistência ao aumento, que provavelmente virá no domingo, depois do relatório final da CEI, que será esntregue no dia 18 de junho.
Local: Casa do Estudante, Av. Sao Paulo, 181. (Como a casa está ocupada, se a porta estiver fechada, basta bater para alguém abrir).

Ato Contra o aumento da tarifa e demissão dos cobradores



O Comitê marcou presença no calçadão de Londrina no dia 04 de julho de 2009. Além do abaixo assinado contra o aumento que o prefeito Barbosa Neto está tramando junto com a Grande Londrina, houve intervenções culturais e microfone aberto para a população.


Música cantada no ato.


Sequência com melhor resolução:

domingo, 5 de julho de 2009

Documentário: Revoltas contra a tarifa - parte 2

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Este documentário não é uma realização do Comitê, foi elaborado por uma das correntes políticas que integram o movimento.

Documentário: Revoltas contra a tarifa - parte 1

video

Este documentário não é uma realização do Comitê, foi elaborado por uma das correntes políticas que integram o movimento.

Por que reivindicamos o Passe livre?

Passe Livre é direito à educação!

Para que o direito à educação seja real é necessário que seja garantido aos estudantes de todos os níveis o transporte gratuito. Em Maringá (e várias cidades do país) isto já é realidade. Em nossa cidade, porém, o Passe Livre só aparece na boca dos politiqueiros em época de eleição, para atrair o voto dos jovens. Ou vem deformado em propostas como o Passe Livre Social, em que só tem direito quem provar que vive na extrema miséria e mora a quilômetros da escola. Lutamos também para que os desempregados tenham transporte gratuito.
Só conquistaremos o Passe Livre com a nossa própria força e organização! É preciso montar Comitês pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização em cada bairro, em cada colégio e faculdade. Esta luta é de todos estudantes e trabalhadores!

Por que tem que ter lucro na tarifa? Estatização já!

Se o transporte é um serviço público e é um direito, por que a tarifa é tão cara? A resposta está no lucro que apenas duas empresas embolsam cada vez que um passageiro passa pela catraca.
Mas quem trabalha de verdade? São os motoristas, cobradores, mecânicos, e demais funcionários. O que fazem os patrões? Apenas exploram os trabalhadores do transporte e usuários que pagam tarifas abusivas.
Por que o “poder público” não faz nada? Por que existe um conluio entre empresários e políticos (prefeito e vereadores), em que verbas para campanha e caixa 2 depois das eleições se transformam em proteção para a Grande Londrina e Francovig.
Para acabar com isso, defendemos que as empresas de transporte devem ser estatizadas e controladas pelos próprios trabalhadores e usuários. Chega de sacrificar milhares de trabalhadores e estudantes para beneficiar só duas empresas.

Punição aos verdadeiros culpados pela morte de Anderson Amaurílio

No ato do dia 20 de junho de 2007, além de estarmos nos manifestando a favor do passe livre a estudantes e desempregados, diminuição da tarifa, e da estatização do transporte público, nos reportamos a Anderson Amurílio que foi atropelado no dia 13 de junho de 2003 por um ônibus em uma manifestação do passe livre, na saída do terminal central de Londrina. Anderson morreu 11 dias depois (24/06/2003).

A ULES, na época, tentou responsabilizar os manifestantes, porém somente o motorista (que estava cumprindo ordens) foi punido. Estes atos nos fazem acreditar na força de uma juventude e de trabalhadores organizados. Nossa tarefa é difícil? Sim! Muito difícil, mas não impossível. E por isso juntamos nossas forças com todas as manifestações que movimentam o país por liberdade de expressão e justiça!

Queremos punição aos verdadeiros culpados da morte de Anderson Amaurílio: Prefeito Nedson Micheletti, que orientou a polícia pra cima de manifestantes, que fechavam o terminal; Presidente da CMTU Wilson Sella, que ordenou a policia liberar o terminal a qualquer custo; e o tenente coronel Rubens Guimarães, que comandou a ação para que o ônibus avançasse sobre os manifestantes.

Pedimos justiça pela vida de Anderson! E pedimos justiça a nós população por mais esse abuso absurdo na tarifa de ônibus. Quanto mais forte o nosso grito... maior a certeza de que estamos sendo ouvidos!

E a luta continua...

Cinco motivos para os trabalhadores lutarem por passe livre, redução da tarifa e estatização do transporte coletivo

1) Passe Livre para estudantes
Geralmente quem usa o transporte coletivo para estudar são os próprios filhos dos trabalhadores... então quando não há garantia da gratuidade do transporte gratuito, como parte do direito à educação, são os próprios trabalhadores que têm que arcar com este custo.

2) Passe Livre para desempregados
O desemprego, é uma realidade que atinge grande parte da juventude e uma ameaça mesmo para aqueles que estão empregados. No mínimo, os desempregados devem ter direito ao transporte gratuito para que possam procurar trabalho.

3) A luta contra o aumento e a redução da tarifa
Os aumentos na tarifa, desproporcionais ao aumento dos salários, são uma forma de diminuir ainda mais a renda dos trabalhadores. Por isso, a cada anúncio de aumento, é preciso organizar uma luta que barre mais este saque ao bolso dos trabalhadores. Mas isto não é suficiente, é preciso ir além e impor a redução da tarifa.

4) Estatização do transporte coletivo
O transporte é um direito, ninguém anda nesses ônibus lotados por que gosta, mais sim por que precisa ter acesso ao trabalho, educação, saúde, lazer, cultura, etc. Quando empresas entram nesses ramos transformam esse direito em mercadoria, e ganham rios de dinheiro às custas do sacrifício da maioria da população que depende do transporte. Para dar um basta nisto, é preciso estatizar o transporte coletivo e colocá-lo sob o controle dos trabalhadores e usuários. São eles que sabem as necessidades da população e como fazer tudo funcionar. Os empresários só embolsam o lucro, por isso são parasitas.

5) Unidade com motoristas e cobradores
Sabemos que os motoristas e cobradores têm sofrido com a exploração das empresas de transporte. Estão com salários arrochados, sendo superexplorados, ainda mais com os ônibus que funcionam sem cobradores. Defendemos a luta dos trabalhadores do transporte pelo emprego e trabalho.


* Este texto foi lido no programa de rádio de 15/03/2008 pelo Comitê Pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo da Zona Norte-Londrina.

Cronologia das Lutas

01/12/2002 Aumento de tarifa de R$1,15 para R$1,35, sob o governo de Nedson/PT

23/05/2003 prefeito anuncia aumento de 18,5% na tarifa, subindo de R$1,35 para R$1,60. Ministério Público suspende aumento, para analisar planilha.

29/05/2003 Manifestações começaram na UEL convocadas pelo DCE. Há concentração em frente ao RU (restaurante universitário), os estudantes entram nos ônibus com bumbos, tambores, chegando ao centro pulam a catraca. Fazem marcha pelo calçadão em direção ao terminal. Lá ocupam uma faixa do terminal e terminam o ato cercando o terminal, gritando “mãos para o alto! R$1,60 é um assalto!” MP diz que aumento é ilegal, pois é o segundo em menos de um ano.

01/06/2003 aumento começa a vigorar

02/06/2003
jornais divulgam que CMTU é empresa de conomia mista e a principal empresa de transporte é acionista da CMTU. Ou seja o órgão que decido o aumento e fiscaliza a planilha também é da empresa. Estudantes realizam panfletagens, manifestações e buscam adesão de trabalhadores.

03/06/2003
Manifestações na UEL, bloqueio de rodovia e protesto no terminal, com 2 estudantes detidos, levados à delegacia e liberados em seguida pela polícia.

05/06/2003 O movimento se concentra na Câmara dos vereadores – Diante da recusa dos vereadores em se posicionarem publicamente sobre o aumento, são chamados de covardes pelos estudantes que lotavam as galerias. Uma universitária os desafia a se manterem com R$240 por um mês indo de ônibus até a câmara. Da câmara os manifestantes pularam catracas e foram até o terminal, bloqueando o terminal a partir das 17h45. A população foi convidada a entrar sem pagar, muitos aderiram. Depois de 2 horas o local foi liberado. Os estudantes negociaram um ônibus para irem até a universidade.

06/06/2003 Justiça nega liminar do MP que suspenderia aumento. Secundaristas organizam manifestações durante todo o dia, fecham o terminal no horário do almoço, paralisando cerca de 100 ônibus. No meio da tarde conseguem ir de ônibus até a prefeitura. Lá não são recebidos pelo prefeito. Quando um grupo se dispersa, chega outro de outros colégios. Voltam ao terminal pulando catraca. As manifestações seguem intercaladas até a noite. Policial agride um manifestante e um secundarista é detido temporariamente acusado de vandalismo. Tropa de choque retira manifestantes a força e libera a saída do terminal.

09/06/2003 Audiência pública discute o aumento da tarifa. Muitos estudantes são impedidos de entrar. Os que entram são revistados por policiais que impedem até instrumentos musicais. Os que estão dentro dizem que se a audiência não for de fato aberta eles ocuparão a câmara. O acesso continua restrito e vereadores encerram a audiência. Manifestantes ocupam a câmara. Durante a noite presidente da câmara deixa o ar ligado no mais frio e impede a entrada de comida.

10/06/2003 Polícia forja coquetéis molotov, atribuindo-os ao movimento, para dizer que os estudantes eram perigosos e violentos. Prepara-se um endurecimento do tratamento da polícia. Estudantes desocupam a câmara, conseguem reunião com prefeito que defende intransigentemente a tarifa de R$1,60. Ao sair da prefeitura, manifestantes pulam catracas e continuam as manifestações.

11/06/2003 Na saída dos colégios, secundaristas partem em marcha e se concentram em frente ao terminal, fecham as saídas por 10 minutos e ocupam o terminal, indo para suas casas. Avisam que as manifestações só vão parar com o fim do aumento.

12/06/2003 Estudantes voltam a fechar o terminal no horário do almoço. Secretário de transportes, Wilson Sella, vai pessoalmente até o protesto para dispersar os estudantes.

13/06/2003 Secundaristas partem dos colégios e fecham o terminal. Polícia faz cordão de isolamento para liberar a saída dos ônibus. O cordão é insuficiente e se rompe. Estudantes colocam-se na frente dos ônibus, para impedi-los de sair. Os policiais tentam retirar os manifestantes, ao puxarem Anderson Amaurílio ele se desequilibra e cai. O ônibus avança e o atropela. Anderson é socorrido precariamente pelos policiais. Revoltada, a população começa a apedrejar o ônibus. A tropa de choque é convocada e dispersa o protesto.

15/06/2003 ropa de choque começa a “guardar” o terminal para evitar manifestações.
A cidade amanhece com um protesto silencioso, corpos desenhados em branco no asfalto, lembrando o atropelamento.
A partir do 12h movimento faz marcha exigindo redução da tarifa, solidarizando-se com Anderson e responsabilizando o prefeito, o secretário e o tenente-coronel pelo atropelamento. O manifestante ainda estava internado em estado grave. Manifestantes marcham até a prefeitura e entregam manifesto ao prefeito e vereadores. A marcha passa pela secretaria de transporte, onde ocorre um “escrache” com lançamento de bexigas com tinta.

17/06/2003 mais uma manifestação pela redução da tarifa e panfletagem de material explicando à população sobre o atropelamento de Anderson, mostrando que a culpa foi do prefeito, do secretário e do tenente coronel.

24/06/2003
Anderson Amaurílio da Silva morre. Os estudantes secundaristas refluem, a polícia tenta acusar alguns de terem empurrado Anderson. O movimento insiste em panfletagens e tentativas de ampliar base do movimento.

03/07/2003 – 4 manifestantes são presas ao pularem catraca em frente ao colégio. São enquadradas no artigo 262.

04/07/2003 Dia municipal do pula catraca – No fim da noite, depois de vários manifestantes irem para a escola e para suas casas pulando catracas, 16 estudantes entram num ônibus, partindo da uel para o centro. Eles não pularam a catraca, mas só admitiam pagar R$1,35. Ao chegar ao terminal o motorista os leva direto para a delegacia, eles ficam por 4 horas dentro do ônibus, sem poder sair. Ao descerem tiveram de prestar depoimento e foram indiciados. Ficaram detidos até as 6h da manhã. O crime seria a “perturbação do funcionamento do transporte público” artigo 262. A audiência foi marcada para 18 de novembro. A empresa retirou a queixa.

2004 não há aumento na tarifa para não prejudicar reeleição de Nedson
2005 aumento é realizado na primeira semana do 2º. Mandato de Nedson. Estudantes estão desarticulados

Janeiro de 2005 Rearticula-se a luta local, com a criação do Comitê pelo Passe Livre, Redução da tarifa e Estatização do Tansporte Coletivo. São realizadas panfletagens, discussões, debates e algumas manifestações na UEL. No ano são realizados 2 Festivais Passe Livre.

26/10/2005 – Manifestação do Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre, marcha até o terminal. Com
fechamento parcial, distribuição de jornal e contato com a população. Organizado pelo Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do transporte Coletivo. Reivindicação de punição aos verdadeiros culpados pela morte de Anderson Amaurílio.

23/11/2005 – Manifestação de luta pelo passe livre, partindo de colégios secundaristas e universidade com bandeira gigante, chegando à prefeitura, onde uma catraca foi queimada.

Janeiro de 2006 Nedson decreta mais um aumento, agora para R$2,00. Nas férias, para evitar a revolta dos estudantes.

08/01/2006 (domingo) aumento começa a vigorar

09/01/2006 Manifestantes fecham o terminal. Manifestações se repetem até o dia 13 de janeiro. Empresa

26/04/2007 Manifestação no calçadão de Londrina. Alerta à população sobre o aumento planejado para as férias.

20/06/2007 Manifestação contra a Criminalização dos Movimentos Sociais

2007, 2008 e 2009 – Organização de lutas contra todos os anúncios de aumento, denúncia da corrupção na câmara (mensalinho aos vereadores), corrupção da direção do SINTROLL, sindicato dos motoristas e cobradores; campanha contra a demissão de cobradores.