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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Não há mais nada a perder..

Cobradores, Motoristas e Usuários..

Venham todxs para o ato no 7 de setembro

Engrossar o bloco contra a demissão


Mais uma decisão da justiça saiu a favor dos tubarões do transporte contra os trabalhadores. No ultimo dia 25/07, o juiz da 5ª vara do trabalho Manoel Vinicius de Oliveira Branco decidiu por não atender ao pedido do SINTROL, para manter o cargo de cobrador. Não é de admirar a postura da justiça que é burguesa, pois sempre ficará do lado do patrão. Também a noticia não surpreendeu a direção do sindicato que já sabia do resultado antes mesmo de protocolar o pedido. Querem é que nos esqueçamos que o sindicato trocou a briga de manter os cobradores pela benfeitoria de ganhar uma sede campestre em 2006 e que recebe dinheiro do patrão descaradamente para favorecer seus interesses e não dos trabalhadores.

A partir de suas experiências, os trabalhadores já concluíram que a direção do SINTROL é um grupo vendido aos patrões, e que para defender a estes rejeita até as greves decididas em assembléia pela base. Uma direção de luta não se comporta assim! A condição dos trabalhadores do transporte já é difícil na realidade atual: é estresse, salário que não da conta das despesas reais do mês, transito, horas extras obrigadas, horários cortados regulados a necessidade do patrão. Imagine sem o cobrador: avisa o momento exato de abrir e fechar as portas, cobra e dá o troco, auxilia os passageiros dos itinerários entre
outras atividades.

A realidade de demissão não é só em Londrina, em todo o país e em todo o mundo estamos vendo condições terríveis de ataques do governo e patrões em cima das costas do povo. São os trabalhadores que produzem toda a riqueza usufruída acumulada por uma minoria e quando vem a crise ainda nos obrigam a pagar por ela. O ataque da General Motors aos empregos, no ultimo dia 24 de junho é mais um exemplo disso. Segundo o sindicato de lá, já foram mais de 2000 demissões.

Companheiros é preciso unificar a luta! A luta de uma classe da nossa classe trabalhadora contra a dos patrões! Nenhum político vai manter o cargo de cobrador! Confiar na justiça burguesa é o mesmo que suicídio! A única forma de defender o emprego é atuando nas ruas, pressionando os patrões e varrendo a burocracia do sindicato. Há que recuperar o sindicato para lutar em defesa do salário , do emprego e melhores condições de trabalho.

O Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Público convida todos os trabalhadores a participar do bloco contra a demissão na próxima marcha dos excluídos no dia 7 de setembro. 

Contra o fim da função de cobrador!

Demissão: 
 nem agora nem depois !

O cobrador é meu amigo!
mexeu com ele mexeu comigo!

Reunião organizativa:  
Neste sábado -25/08/2012 - 15h
No DCE UEL do Centro
(A casa na esquina da Piauí e Hugo Cabral)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Carta aberta ao Prefeito e à Câmara de Vereadores

Diante dos recentes debates sobre o Passe Livre estudantil, o Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo, criado em 2005, apresenta seu posicionamento:

1) O Passe Livre estudantil é uma bandeira histórica vinculada ao direito democrático de igualdade de acesso a todos os níveis de ensino. A disputa pela “paternidade” do Passe Livre não passa de manifestação de apetites eleitoreiros. O Passe Livre é uma bandeira que foi empunhada por várias gerações de estudantes e sua pertinência e aprovação também são fruto da persistência destes lutadores anônimos.


2) Não aceitamos que a aprovação do Passe Livre estudantil seja condicionada ou sirva de justificativa para:

a) aumento do subsídio pago às empresas
b) aumento da tarifa
c) demissão de cobradores
d) não concessão de reposição salarial aos motoristas e cobradores

Ou seja, não aceitamos que o custo do Passe Livre seja arcado direta ou indiretamente pelos trabalhadores.


3)
O projeto de Lei 32/2012 apresentado pelo prefeito Barbosa Neto possui limites e não contempla as reivindicações dos movimentos em relação ao transporte coletivo em Londrina.

a) O financiamento do Passe Livre sairá dos cofres públicos, ampliando o subsídio às empresas de transporte em mais R$3,483 milhões. Somado ao atual subsídio de cerca de R$600 mil mensais, serão mais de R$10 milhões destinados aos cofres das empresas de transporte.

b) O trajeto e horários serão limitados, desconsiderando que o estudante deve ter a liberdade de utilizar o passe livre para outras atividades educativas, culturais e esportivas.


4)
Ao apresentar um projeto restrito, o prefeito “dá” o Passe Livre com uma mão enquanto toma com a outra, ao manter o valor da tarifa abusivo e ampliar os subsídios. O transporte coletivo deve ser tratado como um todo, por isso apresentamos aqui as bandeiras do Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo.

a) Passe Livre para estudantes e desempregados, sem restrição de horários ou itinerários

b) Redução imediata da tarifa. Desde 2003, o valor da tarifa é questionado pelo Ministério público. Desde então já foram apontadas fraudes nas planilhas, denúncias de que as empresas de transporte pagaram mesada a vereadores de várias legislaturas, caixa 2 a candidatos à prefeitura, contribuições sindicais ao SINTTROL, dentre outras irregularidades. Já foi apontado também que a empresa não destina os ônibus (cuja amortização compõe a tarifa) ao município após seu uso, como indica o contrato de concessão do transporte coletivo. Além da constatação de que sem estes desvios a tarifa poderia ser menor, desde julho de 2011 o Tribunal de Justiça do Paraná determinou que a tarifa deveria voltar a R$2,10, pois Barbosa aumentou a tarifa duas vezes em menos de um ano, o que é inconstitucional.

c) Estatização do transporte coletivo, sem indenização, sob controle dos trabalhadores. O transporte coletivo é um direito, não deve ser explorado com o objetivo de lucro. As empresas que exploram este serviço devem sair deste negócio sem nenhuma indenização. Os terminais são espaços públicos e os veículos são pagos pelos usuários por meio das tarifas. Devido às recorrentes denúncias de má administração, que não são exclusivas deste prefeito ou desta cidade, defendemos que o controle do transporte deve ser exercido por aqueles que já fazem o sistema funcionar: os trabalhadores.

d) Punição aos responsáveis materiais e políticos pela morte de Anderson Amaurílio da Silva, atropelado em 13 de junho em 2003. O então prefeito Nedson Micheletti e o então presidente da CMTU Wilson Sella exigiram que se liberasse a saída do Terminal Central bloqueado por estudantes que exigiam a redução da tarifa. O tenente coronel Rubens Guimarães comandou uma operação criminosa e ordenou que o motorista avançasse sobre os estudantes. Apesar da indenização paga pela Grande Londrina após quatro anos de recursos, os mandantes continuam impunes. Exigimos Justiça.

e) O Comitê também insere em suas bandeiras a luta por um salário mínimo vital, necessário para a sobrevivência de uma família de quatro pessoas.


5) O Comitê pelo Passe Livre, Redução da Tarifa e Estatização do Transporte Coletivo continuará lutando por estas reivindicações, confiando na organização independente dos trabalhadores e juventude e utilização dos métodos históricos dos trabalhadores.

Londrina, 14 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Reunião: O que fazer?

O Passe Livre é uma bandeira histórica do nosso movimento e agora entram em discussões projetos de Lei que podem conceder esses direitos aos estudantes. O que vamos fazer para garantir que nosso direito seja definitivamente conquistado sem aumentar a tarifa? É isso que pretendemos discutir no próximo sábado dia 11/02 as 16h no DCE da UEL. A presença, ação e opinião de todxs é muito importante nesse momento. Vamos lá!



Confira também abaixo o projeto de lei proposto pelo prefeito para que possamos discutir:


Texto no site da prefeitura defende o Passe Livre como um direito:

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Alerta: Barbosa e Grande Londrina tramam aumento para R$2,50!

O ano iniciou e com ele volta a pressão das empresas de transporte para aumentar a tarifa. Em 2011, Barbosa fez demagogia com a redução de cinco centavos na tarifa e destinou cerca de R$7 milhões em subsídios para as empresas de transporte. Agora, nos bastidores do Ministério Público e Câmara circula a história de que querem aumentar a tarifa para R$2,50, aumentar os subsídios e mais uma vez usarem eleitoralmente a promessa de conceder o passe livre.

O dever do município é reduzir!

Vale lembrar que desde julho de 2011 o Tribunal de Justiça do Paraná determinou que a tarifa deveria voltar a R$2,10, pois Barbosa aumentou a tarifa duas vezes em menos de um ano, o que é inconstitucional. Como a prefeitura vai aumentar agora se deveria ter reduzido?

A bandeira do passe livre

Como sempre, os politiqueiros voltam a usar a bandeira do passe livre para ganhar votos... Já dizem também que Barbosa está articulando a concessão do passe livre, obviamente pago pelos trabalhadores. O filho não paga para ir para a escola, mas o pai pagará muito mais para circular.

Nenhum centavo a mais!
Passe livre e redução da tarifa!

Devemos desde já erguer uma campanha nas escolas, faculdades e universidade pelo Passe Livre e redução da tarifa. Não vamos aceitar nenhum centavo a mais na tarifa. Pelo contrário, exigimos sua redução. Devemos exigir o fim dos subsídios também. Mais do que isto, é necessário que o transporte deixe de ser um negócio, deixe de ter lucro e seja de fato um serviço público. Por isso defendemos a estatização, sem indenização, sob controle dos trabalhadores.

Demissão nem agora e nem depois!

Em 2011, lutamos bravamente contra a demissão dos cobradores. Depois de muitas manifestações e panfletagens, o sindicato pelego que dizia que não havia nada a fazer e a demissão era inevitável, começou a se mexer. A Câmara aprovou um projeto de lei impedindo o fim da função de cobrador, o prefeito alega que o projeto é inconstitucional e tem vício de origem. A Justiça do trabalho se manifestou e disse que conforme o acordo coletivo, os cobradores permanecem até 31 de dezembro de 2012. Não podemos aceitar demissão nem agora e nem depois.

Vamos continuar nossa campanha em defesa do emprego!

Diante dos problemas do transporte, não podemos aceitar que se ofereçam falsas soluções como: mais subsídios, manutenção dos trabalhadores com aumento da tarifa, passe livre com aumento para os demais usuários, redução da tarifa com demissão, etc... Devemos deixar bem claro que quem deve ser excluído do sistema de transporte é justamente o patrão e os politiqueiros que fazem seus caixas de campanha e recebem mesadas das empresas.

Em 2012, nosso lema continua:

Nenhum centavo a mais!
Nenhum cobrador a menos!

Em defesa da justa reposição salarial dos trabalhadores
Pelo passe livre para estudantes e desempregados
Pelo fim dos subsídios e redução das tarifas!
Estatização, sem indenização, sob controle dos trabalhadores.
Em defesa do salário mínimo vital!

A única forma de conquistar nossas reivindicações é o fortalecimento da organização independente dos trabalhadores e da juventude!

Nos vemos nas ruas em 2012!